Expansão rápida maxilar cirúrgica
A subexpansão era um erro muito comum, durante o procedimento de expansão rápida maxilar (ERM); os autores preconizavam 50% de sobrexpansão; para evitar a recidiva e falha na ERM.
Esqueleto facial aumentava sua resistência a ERM frente ao amadurecimento.
Foram identificadas áreas de maior resistência
esquelética:
zigomático-temporal; zigomático-frontal; zigomático-maxilar e não era a sutura
palatina mediana, como todos profissionais pensavam.
Após a identificação áreas de resistência esqueléticas; foi estimulado o desenvolvimento de várias osteotomias para a expansão rápida maxilar cirúrgica (ERMC).
Empiricamente grande parte dos trabalhos afirmavam: ERMC era mais estável quando comparada a ERM isoladamente.
Atresia maxilar, diferenciação entre os problemas: dentários e esqueléticos.
Inicialmente avaliar qual dos problemas e qual a extensão da discrepância, para o planejamento .
Discrepâncias transversais maxilares, categorias: relativa e real.
O diagnóstico preciso da deficiência maxilar é de grande importância para a definição da necessidade para expansão do arco maxilar.
Indicações:
- é um método eficiente para o tratamento das deficiências
maxilares transversas em pacientes esqueleticamente maduros;
- pode ainda ser indicada quando o paciente apresenta mais que 5mm de deficiência transversal maxilar e maturação óssea completa;
- nos casos de deficiência mínima ou moderada, a ERMC:
pode aumentar o perímetro do arco permitindo o alinhamento dos dentes anteriores
apinhados;
evitar a necessidade de extrações de pré-molares ou a inclinação excessiva dos
incisivos para vestibular.
Contra-indicações:
- proximidade radicular entre os incisivos centrais
superiores;
- mordida aberta anterior: difícil solução e o tratamento
menos estável do que casos cirúrgicos sem mordida aberta esquelética;
- osteotomias em múltiplas regiões podem apresentar
recidivas de até 40% em longo prazo.
Tipos de aparelhos:
Tipo hyrax (várias
desvantagens):
- inclinação dentária para vestibular;
- extrusão;
- retrações gengivais;
- reabsorções radiculares;
- fenestrações ósseas;
- perda de ancoragem;
- recidiva esquelética durante e após o período de expansão;
- cáries dentárias em pacientes com higiene oral deficiente.
Expansor com fixação epimucoso:

Componentes funcionais:
- cilindro, eixo central com 2 parafusos em sentidos opostos;
- barra angulada (altura 5mm) conectada / placa com 4 orifícios;
- ativação frontal utilizando uma chave especial;
- 1volta = 0,2 mm.
Vantagens:
- expansor fixo diretamente na maxila; diminui os efeitos indesejados nos dentes de suporte:
- inclinação dentária vestibular;
- extrusões;
- retrações gengivais;
- reabsorções radiculares,
- fenestrações ósseas.
- não depende da dentição completa;
- início do tratamento ortodôntico no período de contenção;
- redução de 3 à 6 meses no tempo total de tratamento.
Protocolo cirúrgico:
- incisões mucoperiostais bitalerais expondo a junção pterigomaxilar;
- osteotomias bilaterais.
- separação da hemimaxila entre os incisivos centrais;
- ativação até a separação bilateral;
- abertura 1,5 à 2,0mm entre os incisivos centrais;
- os cortes irrigados e fechados;
- nenhuma expansão foi realizada por 5 dias após a cirurgia, para o conforto do
paciente.

Protocolo de ativação:
Fase 1: pausa 5 dias pós-cirurgia;
Fase 2: 7 a 10 dias, ¼ de volta dia sim dia não;
Intermediária: visita ao profissional;
Fase 3: ¼ de volta diariamente até alcançar a
expansão desejada.
Complicações após a
ERMC:
Após ERMC podem ocorrer:
- defeitos ósseos;
- mobilidade dentária;
- perda de vitalidade;
- reabsorção radicular externa;
- perda dentária;
- inflamação gengival inter-proximal e
- ressecção gengival.
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